Apoiador de Bolsonaro e Tarcísio no passado, líder de caminhoneiros convoca greve geral | Claudio Tognolli

Antes aliado do governo federal, o presidente do Sindicato dos Caminhoneiros de Ourinhos, Júnior Ourinhos, tem feito críticas diretas à condução da política de preços de combustíveis pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, e pela Petrobras.

Em vídeo que vem circulando em grupos de WhatsApp da categoria, Júnior Ourinhos expôs a indignação com o aumento dado pela estatal no mesmo dia em que foi anunciada a edição de um decreto que zera o imposto sobre gasolina e óleo diesel. “Deu, nós fomos até onde aguentamos. Esgotamos a opção. Nós entendemos a boa-vontade do presidente em baixar os impostos federais por dois meses, mas não podemos admitir que a Petrobras aumente na calada 5% (os preços)”, disse.

Ourinhos, que chegou a estar de braços dados com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, na defesa do projeto de lei que altera as regras para a navegação de cabotagem, chamado de BR do Mar, parece agora ter trocado de lado da trincheira. “Nós estamos tomando um tapa na cara com esse aumento. Cada caminhoneiro tem o dever patriótico de parar para que a gente pressione os governos estaduais, o governo federal. Chega, não dá mais. Greve tem momento e o momento é agora”.

Vale lembrar que o ministro Tarcísio foi o articulador escolhido por Bolsonaro para desmobilizar a greve dos caminhoneiros, marcada para 1º de fevereiro. À época, a paralisação mingou por falta de apoio das principais lideranças e entidades representativas dos trabalhadores do transporte.

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