Um aplicativo, criado pelo Ministério Público Estadual de Goiás (MP-GO) em parceria com a Universidade Federal de Goiás, a UFG, vai monitorar em tempo real o preço dos combustíveis no estado. Chamado de “Olho na Bomba”, o projeto começou, nesta segunda-feira (9), a receber o cadastro de donos de postos.

Em nota à TV Anhanguera, o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Goiás (Sindiposto) informou que é contra o projeto pois, segundo a instituição, essa medida é uma forma de multar empresários que esqueçam de atualizar o aplicativo.

Segundo o promotor Rômulo Corrêa, promotor de justiça do Centro de Apoio Operacional (CAO) do Consumidor, os donos e responsáveis por postos de combustíveis têm até o dia 8 de agosto para fazer o cadastro por meio do site do Sistema Olho na Bomba, disponível no portal do MP-GO.

Ele afirmou que o objetivo é não só ajudar o consumidor a encontrar locais onde o produto é vendido a preços menores, como também combater eventuais fraudes. “Nós, então, poderemos acompanhar todo o gráfico de modificações de preços, que vai ajudar aos órgãos públicos tanto no combate às eventuais práticas de cartel, quanto em reajustes abusivos”, disse o promotor

A superintendente Estadual do Procon Goiás, Darlene Araújo, afirmou que a ferramenta será monitorada pelo órgão e, caso haja divergência entre o informado ao sistema e o preço real praticado, o posto poderá ser multado. “Se o posto não informar correto, se no aplicativo estiver um valor e no posto outro, já é motivo de autuação”, afirmou.

O prazo de cadastro foi estipulado pelo procurador-geral de Justiça de Goiás, Benedito Torres Neto, em um ato que instituiu o Sistema Olho na Bomba. O documento estabelece a forma como os dados e os preços serão repassados ao MP-GO.

Vejam vocês: é uma forma de o poder público tentar eliminar a livre-concorrência do mercado. Enquanto o Cartel das Distribuidoras, formado por Raízen/Shell, Ipiranga e BR fatura bilhões, sem nenhum aplicativo da Agência Nacional de Petróleo que os regule, o poder público volta seus olhos contra os donos de postos — esses sim reféns do Cartel.

Só no Brasil.

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