POR CLAUDIO TOGNOLLI

“Viver é surfar o caos. Você não pode modificá-lo, mas pode aprender a lidar com ele surfando seus limites. Tem mais, meu caro: ninguém é realmente místico por mais de cinco minutos. Não está contente ainda? Te digo uma coisa que aprendi na minha vida, aprendi muito profundamente: toda a realidade que nos cerca não passa de uma opinião”.

Foi o que ouvi de Leary em seu leito de morte. Ele havia sido meu co-orientador de mestrado, um estudo sobre como os clichês de linguagem se formam na consciência. A amizade foi travada após uma reportagem, em 1989, sobre o “boom” do consumo de LSD em São Paulo, em 1989. Eu ajudei a trazê-lo para o Brasil, em 1991, para uma série de palestras. Daí, ficamos amigos.

Estive com Leary em seus últimos dias, em seu leito de morte, na casa de Sunset Boulevard, em Beverly Hills, Los Angeles. Leary morreu a 31 de maio de 1996, aos 76 anos de idade, de câncer na próstata. Necessitou de gente famosa do cinema para limpar-lhe as fraldas geriátricas, coisa que nenhuma enfermeira queria fazer. Teve obras de pop art raras e valiosas pilhadas de sua casa em quanto definhava. Jovens na flor da adolescência levavam-lhe drogas a granel, para que suportasse as dores do câncer –tantas e tamanhas, refere o livro, que em seus últimos dias, Leary sugava óxido nitroso (gás hilariante) direto do bocal do cilindro disposto ao lado de sua cama, para atenuar-lhe as pontadas.

Timothy Leary, Phd expulso de Harvard por seu evangelho irascível, hedonista e irresponsável para as padrões da clerezia acadêmica, nivelou seu destino com as figuras mais importantes do mundo cultural. Foi amigo de toda a geração beat, travou debates intransitivos com gente como Aldous Huxley, virou refrão de músicas dos Moody Blues e do The Who. Concorreu com Ronald Reagan ao governo da Califórnia, nos anos 60, e sua campanha teve um jingle composto por John Lennon – que, jamais empregado por Leary, acabou virando a faixa dos Beatles Come Together.

Queria saber de mim, entre sugadas de óxido nitroso, como andava sua ex-mulher, Bárbara, que o trocou pelo socialite paulista Kim Esteve. “Diga a Bárbara que eu a amo. Ela jamais poderia suportar uma coisa assim”, disse-me Leary, levantando sua camisola para mostrar as chagas deixadas na pele pelo tumor que o estiolava.

Ao lado de porções, também, de Gene Rodenberry, criador da série Star Trek,pedacinhos de poeira de Timothy Francis Leary passam sobre as nossas cabeças a cada 96 minutos, desde abril de 1997. O avô da contracultura, guru de John Lennon e dos Beatles, pai da lisergia e apóstolo do evangelho da irresponsabilidade, sonhava pela remissão de seus restos mortais ao espaço. Junto com pó de ouro. Assim se fez. Daqui a alguns anos, a gravidade irá puxá-lo de volta. Seu pó se transformará em nada, consumido pela chama do impacto contra atmosfera. 

Leary nasceu a 22 de outubro de 1920 na terra justamente dos Simpsons: Springfield, Massachusetts. Graduou-se em psicologia pela Universidade do Alabama, em 1943. Três anos depois, virava mestre pela Washington State University e, em 1950, ganhava o status de Ph.D. pela Universidade da Califórnia, Berkeley. Foi diretor de pesquisas psiquiátricas da Fundação Kaiser, entre 1955-58 e professor de Harvard entre 1959-1963. De Harvard foi expulso por pregar o uso de drogas psicodélicas. 

No auge de sua fama, em 1967, Leary disparou sua frase mais polêmica. Para manter tradição de seu caráter irascível, a frase era contra ele mesmo: “Todas as chances são de que eu esteja errado no que faço, porque, como profeta visionário, vocês sabem, sou daquela turma em que um a cada cem está certo, e os outros 99 são absolutamente malucos. Estas são as chances neste jogo, mas a história irá dizer a verdade”. 

Seu slogan, “ligue-se, sintonize-se e caia fora”, um dos mantras dos anos 60, é o código de comportamento de sua filosofia: afinal, o evangelho da irresponsabilidade prevê que cada um mergulhe dentro de si para encontrar as suas próprias respostas. É claro que, por acreditar que tais viagens interiores deveriam ser feitas com o uso de drogas psicodélicas, Leary pagou um preço alto: foi condenado a 30 anos de cadeia, passou cinco anos na prisão (inclusive ao lado de Richard Manson, assassino da mulher do  cineasta Roman Polanski, a atriz Sharon Tate) e a CIA o capturou no Afeganistão. 

A idéia de que o consumo de drogas psicodélicas, ainda que sob supervisão, pudesse ajudar indivíduos adultos e responsáveis em seu “crescimento espiritual” atraiu muita gente para o entorno de Leary. Muito antes disso, nos anos 50, ele já havia se casado com Nena, mãe da atriz Uma Thurman e frequentava o creme de la creme do pensamento psiquiátrico mundial. Certamente porque era um cara brilhante e cativante.  

Os problemas de Leary com a lei começaram em 20 de dezembro de 1965, quando foi preso na fronteira dos EUA com o México por posse de maconha. Recebeu 30 anos de cadeia, mas pôde apelar. A 26 de dezembro de 1968 outra prisão, também por posse de maconha. Em 1969 anunciou que iria concorrer ao cargo de governador da Califórnia, tentando bater ninguém menos que Ronald Reagan. Seu lema de campanha era “Come Together, Join the Party”. Em maio de 1969 juntou-se a Yoko Ono e John Lennon no famoso ato pela paz em Montreal, o Bed-In, e foi dali que Lennon tirou a idéia de compor Come Together para a campanha de Leary. Em janeiro de 1970 Leary recebeu sentença de dez anos de cadeia. Escapou, foi para a Argélia, esteve entre os Black Panthers. Fugiu para a Suíça. Dali para Viena, Beirute e Afeganistão, onde foi preso pela CIA. Só conseguiu sair da cadeia em abril de 1976, libertado pelo governador da Califórnia Jerry Brown, depois que o escândalo do Watergate, que chacoalhou a elite republicana e derrubou o presidente Nixon, tirou as autoridades republicanas da bota de Leary. 

O movimento de Leary fechou um ciclo que começava nos filósofos pré-socráticos, como Pirro, Zenão de Eléia e Protágoras, para quem, de resto, “só o homem é a medida de todas as coisas, das que são o que são e das que são o que não são”. O mesmo pensamento pré-socrático esteve  presente, no começo  do século 20, na filosofia científica que pautava a mecânica e a física quânticas: afinal de contas, dizia o físico dinamarquês Niels Bohr, quando você vai medir a temperatura da água fervente numa chaleira, a própria temperatura do termômetro (que está frio) já altera a temperatura da água (quente) a ser analisada.  

Juntando a filosofia pré-socrática, a mecânica quântica, o chamado Princípio da Incerteza defendido por Bohr, a psicanálise, o dadaísmo, o cubismo, e botando nisso pitadas e gotas de lisergia, Timothy Leary defendia que não há realidade objetiva. Não há instituições. Não há dogmas. Não há ortodoxia. Para ele, o mundo é o mundo de indivíduos dissidentes, que pensam por si próprios e questionam a autoridade a todo o momento. Viver, para Leary, é ser dissidente de tudo e de todos. Não há certezas para o indivíduo. Daí Leary ter confeccionado aquela que talvez seja a sua frase mais criativa: “Viver é surfar o caos. Você não pode modificar a realidade, mas pode surfá-la”.

Verdade? O fato é que nem nisso Leary acreditava muito. Afinal de contas, passou a sua vida tentando modificar o mundo. “Levará pelo menos mais um século para se elevar Leary a seu verdadeiro status”, disse o escritor William Burroughs, de resto um dos famosos que era amigão de Leary. “Ele foi uma das personalidades mais influentes do século 20. O que essa influência deixou como legado, no entanto, permanece a ser definido”, avalia o escritor Robert Forte. 

Tim Leary morreu a uma da manhã de 31 de maio de 1996, pouco depois de ter sido visitado por sua afilhada, a atriz Winona Ryder. Sua últimas palavras foram “Por que não???”Leary, de uns tempos para cá, vem sendo apontado como o real pai da Neurolinguística. Mas nem com isso concordaria. Afinal de contas, até com a disciplina que tanto estudou, a psicanálise, ele costumava lutar. “Escreva aí que entrei para a Sociedade dos Psicanalisados Anônimos”, disse Leary a este repórter, pouco antes de morrer –numa fina ironia com as associações de alcoólatras anônimos.

A fama de Timothy Leary no mundo pop foi tamanha que John Lennon lhe compôs Come Together, para ser usada em sua campanha homônima ao governo da Califórnia, contra o ator republicano Ronald Reagan. Leary é citado num dos versos da música The Seeker, da banda inglesa The Who. O maior sucesso da banda The Moody Blues, “Legend of a mind”, traz o nome de Leary no refrão. É citado nas canções “Manchester England” e The Flesh Failures/Let The Sunshine”, do musical de maior sucesso dos anos 70: Hair. Nos anos 90, emprestou sua voz para um refrão da música Fixed, da banda Nine Inch Nails, e também para outro refrão, da canção Left Handshake, da banda Skinny Puppy. Leary foi padrinho da atriz Uma Thurman, com cuja mãe foi casado, e da atriz Wynona Ryder, cujo pai foi um dos arquivistas de Leary. Poetas famosos como Allen Ginsberg, Lawrence Ferlighetti, e escritores de primeiro time, como Aldoux Huxley e William Burroughs, eram amigos pessoais do guru da contracultura. Leary não só era muito citado em músicas como também suas palavras influenciavam o processo de criação das canções. Isso era publicamente admitido por artistas que referiam ter mudado seus estilos após tomarem LSD, o ácido-lisérgico. Como por exemplo: Bob Dylan, que admite ter largado parcialmente o folk após uma viagem, para compor Highway 61 Revisited; Brian Wilson, dos Beach Boys, diz que fez sua obra-prima, o disco Pet Sounds, após seguir os conselhos de Timthy Leary; os Beatles admitiam que jamais teriam composto Sergeant Peppers Lonely Hearts Club Band sem terem tido a influência do guru. -Bill Gates disse numa entrevista à Playboy, em dezembro de 1994, que tomou LSD e se deixou influenciar por Leary em seus anos de Harvard. Steve Jobs, co-fundador da Apple e da Pixar, revelou ao escritor John Markoff que ter seguido os conselhos de Leary foi uma das coisas mais importantes que aconteceu em sua vida. 

A biografia de Timothy Leary escrita por John Higgs trás alguns dados bombásticos: como revelações de que Francis Crick, ganhador do Nobel, só percebeu a feição de dupla hélice do DNA após uma viagem lisérgica; o mesmo para Kary Mullis, que levou o Nobel de Química em 1993 por criar o sistema de detecção de DNA, em material ancestral, hoje conhecido como exame de PCR. 

O psicólogo Timothy Leary construiu seu nome destruindo o autoritarismo. Hoje, aos 75 anos de idade, três cânceres o destroem — e bem no auge da geração que ele ajudou a construir. O “Pai da Contracultura”, o homem que orientou os Beatles em suas viagens lisérgicas, pede desculpas, enfim. Tem agora seus limites e já não pode responder às minhas perguntas em missivas longuíssimas, sempre enviadas por fax, sempre encerradas com sua chancela lustrosa. “Desculpe-me…, não posso me estender muito”, diz Leary pelo telefone, falando de sua casa na Sunset Boulevard, em Beverly Hills, na Califórnia. A cada dois minutos de conversa Leary se impõe um recesso. Se avança, acessos de tosse tiram-lhe o fôlego e ele fica emudecido.

 

“Não, eu não vou me matar. Estou com três cânceres terminais, tenho o inimigo em mim mesmo. Disse que gostaria de morrer de uma maneira doce, podendo escolher com quem, onde e como morrer, mas isso não significa que eu vou me matar”, explica-me Timothy Leary. Na primeira
quinzena de novembro passado a rede norte-americana CNN havia colocado Leary ao vivo, para todo o mundo, defendendo o direito ao suicídio, o que parecia ser a última viagem do papa do LSD. Ele desmente, deixando, no entanto, fumaça no ar: “Uma coisa eu tenho a dizer: vou
morrer logo, muito logo, e essa experiência da morte é algo inacreditável. O último mês de vida é o período mais didático de toda a sua existência”, exulta Leary.
“Junto comigo assisto também à morte dos Estados Unidos. Bill Clinton é um imperador de um império em decadência, os Estados Unidos estão na mesma situação que a URSS estava no início da década de 90.” Leary acredita que, com a morte anunciada de tantos ícones, como ele, uma
ferramenta funcione como instrumento coquete para libertar as novas gerações do século 21. “A Internet vai libertar-nos de padres, políticos e outras pragas semelhantes. Espero poder mandar mensagens para você depois que eu morrer.”
Aqui vão talvez umas de suas últimas linhas. Fazem parte de correspondência que troquei com Leary nos últimos cinco anos, desde que ele passou a me dar conselhos sobre uma tese de mestrado, que desenvolvi na ECA-USP, sobre psicanálise e chavões de linguagem. A última vez que nos falamos pessoalmente foi em Key Largo, na Flórida, quando preparava sua vinda ao Brasil, em fevereiro de 1992.

CJT: O senhor poderia fazer um apanhado dos anos 80 e 90?

Timothy Leary: Eu passei dez longos anos lutando com computadores primitivos cujas telas eram, nos anos 80, cobertas de caracteres alfanuméricos. Eu realmente sofri muito nos anos 80, mas, como toda pessoa sensível, estava tentando desenvolver um software desenhado para potencializar a
inteligência, ampliar a criatividade e aumentar a comunicação entre os indivíduos. Aí as coisas começaram a mudar nos anos 90! Agora estamos convertendo os processadores multimídia em fones de olhos. Esses programas de telepresença, de realidade virtual, fortalecem os indivíduos para que criem seus próprios quartos eletrônicos. Nossas casas viram cyber espaços muito confortáveis. Os modens dos telefones proporcionam visitas pessoais. Minha meta, nossa meta, é que nos primeiros cinco anos do ano 2000 cada cidadela do Terceiro Mundo tenha um aparelho de televisão e uma linha telefônica, para que seus habitantes enviem seus olhos e orelhas para visitarem jovens estudantes de todo o mundo. Poder para os pupilos!

CJT: O senhor acha que o marxismo vai reaparecer?

Timothy Leary: Ah!, ah!… Por marxismo eu entendo que você esteja se referindo a Groucho, Harpo e Chico. Você está falando do Camarada Mao e de seu primo Karl? Eles, eu digo sempre isto, são figuras do distante século 19. Foram antigos heróis das Guerras Púnicas entre o Monopólio Capitalista e o Monopólio Socialista. Meu caro, a luta agora no século 21 é sobre quem controla suas telas, OK? De um lado nós temos os monopólios de transmissoras, de grandes meios de comunicação de
massas. No outro lado, temos empreendimentos livres. Temos, em vez de Broadcasting, os Broad Catchings, informação livre e barata fluindo. Quem controla as retinas de seus olhos?
As TVs massificadas? Meu mote é “Poder para os pupilos”!

CJT: Como o senhor prevê o futuro da cultura e da contracultura?

Timothy Leary: Eu celebro a globalização da arte e da cultura, o mundo eclético da música híbrida. A mistura do reggae, hip hop, salsa, soul, Chicago Industrial, Tokyo House, funk, jazz e rock and roll. Os novos indivíduos estarão zapeando seus sinais uns para os outros e usando aparelhos multimídia, da mesma forma que usam hoje seus fones de vozes. Você me pergunta também, é claro, das culturas das drogas. Há duas delas muito diferentes, por favor não as confunda. Há o período
da cultura das drogas leves, entre 1955 e 1980, que era pacífico, humanista, pagão, amável, não materialista, tolerante, antimilitarista, desorganizado, anárquico. Mas nos anos 80 surgiu o Cartel Hard Drugs, a facção Reagan-Bush no Pentágono, que tomou conta dos Estados Unidos. Súbita e agressivamente surgiram a cocaína, o crack, os esteróides. E retornou à popularidade o uso pesado de álcool e armas pesadas.

CJT: O senhor acredita em Psicanálise?

Timothy Leary: Você se refere a deitar passivamente, docilmente em um divã e ouvir um doutor sem o mínimo de humor confundir sua cuca? Não, não, muito obrigado. Eu tentei isso duas vezes e pratiquei por um tempo. Chutei longe esse hábito. Eu me juntei aos Psicanalisados Anônimos. A
Psicanálise é uma lição de jardim da infância. Tente-a, mas permaneça irreverente. As pessoas que pensam por si mesmas são felizes. Por quê? Porque elas não têm que culpar ninguém, exceto elas mesmas. E eu posso mudar a mim mesmo.

CJT: Quem será a Nova Geração?

Timothy Leary: Eu os chamo de New Breed. Eles combinam o melhor das contraculturas americana, japonesa e européia. São animados, autoconfiantes, individualistas, zen-oportunistas, abilidosamente psicodélicos e super high tech. São tolerantes, não sexistas e globalizantes. Começam em 1992 e vão até 2010.

CJT: Como essa geração vai trabalhar sua liberdade de consciência, da mesma forma que o senhor propunha aos Beatles?

Timothy Leary: Mudando seus memes, sem a ajuda do Prozac. Memes são idéias conceituais, paradigmas básicos, palavras-chaves, que determinam a evolução biológica. Eles se reproduzem e se espalham de pessoa para pessoa. São expressados num símbolo, palavra ou ícone. São como marcas, selos, para os arquivos de seu computador biológico, seu cérebro. Uma forma de se mudar a cultura e modificar os memes é introduzir novos memes no cérebro das pessoas. Isso é feito através do estímulo multissensorial da atividade psicomotora. Os católicos o fazem usando sons, perfumes, luzes e reflexos que imprimem a realidade católica no cérebro das pessoas. As organizações cada vez mais vão usar os memes para controlar o cérebro das pessoas.

CJT: O que Timothy Leary sugere?

Timothy Leary: Descubram quais são e aprendam a mudar os seus memes!

Timothy Leary foi abandonando paulatinamente sua postura de guru das viagens lisérgicas, embora tenha me dito, há dois anos, que ainda tomava LSD todas as semanas, como base de experimentos de ponta, que ele chama de “cutting edge”. Leary atravessou os últimos anos dando orientações para PhDs de universidades londrinas e americanas sobre como estudar história fazendo uso das smart drugs. Com capacete e luvas de velcro e drogas inteligentes na cabeça, você entra na tela do computador e presencia, por exemplo, como era viver nas ruas de Paris na época da Revolução Francesa. Esse é último Leary:

“Você anda preocupado, e muito, sobre o risco da inteligência artificial se tornar mais esperta do que a mente humana, e isso não é possível. Nós estamos desenvolvendo programas que possam converter uma tela de computador num aparelho de telecomunicações. Uma espécie de fone do cérebro, das idéias. A comunicação da televirtualidade é a nova chave. Esse é um novo incentivo para os indivíduos criarem suas próprias realidades na tela, criarem seus próprios memes. Essa é a estrada da libertação psíquica das idéias prontas, das grandes corporações”

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