A Odebrecht entrou agora há pouco com o protocolo do pedido de recuperação judicial na 1ª Vara de Falência e Recuperações Judiciais de São Paulo:Supera em muito a RJ da Oi, de R$ 64 bilhões, até agora a maior da história | Claudio Tognolli

A Odebrecht entrou agora háp ouco com o protocolo do pedido de recuperação judicial na 1ª Vara de Falência e Recuperações Judiciais de São Paulo.

O valor da dívida é maior do que o mercado supunha: R$ 98 bilhões. Supera em muito a RJ da Oi, de R$ 64 bilhões, até agora a maior da história.

O processo será das holdings de cada uma das empresas Odebrecht. Por exemplo, a empresa de engenharia é uma holding, que possui várias empresas operacionais embaixo dela. Motivo: o grupo é muito grande para entrar com um único pedido. As holdings atuarão como garantidoras das dívidas.

Desse montante, cerca de R$ 50 bilhões são apenas as dívidas concursais detidas ou garantidas pelas holdings e outras subholdings do grupo. Esses valores serão alvo de renegociação. Além disso, o volume total da recuperação judicial inclui também diversos compromissos internos ao próprio grupo, como empréstimos entre empresas.

A petição inicial que listou as dívidas do grupo está ainda sendo formatada pela Odebrecht e por seus assessores financeiros e legais. O processo está sendo conduzido pela RK Partners, de Ricardo Knoepfelmacher, e pelo escritório E. Munhoz Advogados, Entre os principais grupos de credores que estarão na recuperação judicial estão: os seis maiores bancos brasileiros; os detentores de bônus emitidos fora do Brasil garantidos pela OEC (Odebrecht Engenharia e Construção); agências de crédito do Peru, em particular seguradoras. Os detentores dos bônus também farão parte da recuperação judicial. Entretanto, a negociação dos US$ 3 bilhões referentes a esses títulos será feita separadamente. Essa operação será conduzida pela OEC numa recuperação extrajudicial. Isso pois os títulos foram emitidos pela subholding OFL, mas são garantidos pela construtora.

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