A Justiça do Pará aceitou o pedido de recuperação judicial das empresas do grupo Jari, que entre outras atividades produz celulose solúvel no Vale do Jari, região amazônica entre os Estados do Pará e do Amapá, e é controlado pelo empresário Sérgio Amoroso, principal financiador do filme "Polícia Federal: A Lei é para Todos" | Claudio Tognolli

A Justiça do Pará aceitou o pedido de recuperação judicial das empresas do grupo Jari, que entre outras atividades produz celulose solúvel no Vale do Jari, região amazônica entre os Estados do Pará e do Amapá, e é controlado pelo empresário Sérgio Amoroso, principal financiador do filme “Polícia Federal: A Lei é para Todos”. A dívida total sujeita ao processo é de R$ 1,75 bilhão. A intenção é apresentar o plano de recuperação dentro dos 60 dias previstos em lei.

Em entrevista ao jornal Valor Econômico, o presidente da Jari Celulose, Patrick Nogueira, disse que o grupo está conversando com os credores com o intuito de elaborar um plano de recuperação judicial que atenda a todos. “A Jari é um caso de recuperação judicial. Temos um mercado maravilhoso e só precisamos de tempo para arrumar a casa”, afirmou.

A Jari Celulose também teve problemas na conversão da fábrica de celulose de fibra curta para a celulose solúvel há alguns anos, o que levou à paralisação da operação por um longo período.

Em abril deste ano, o Banco do Brasil bloqueou as contas da Jari, levando-a a paralisar parte de sua produção. As empresas do grupo que entraram em recuperação judicial empregam cerca de 700 trabalhadores direto e dois mil indiretos.

‘A Lei é para Todos’

Amoroso foi um dos financiadores do filme “A Polícia Federal: A Lei é para Todos”, muito controverso porque mostrou apenas a visão de policiais federais. Antes das revelações do Intercept Brasil, que tiveram início em 9 de junho, a esquerda já denunciava a partidarização da Operação Lava Jato.

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