(Tânia Rêgo/Agência Brasil)

A pedido da força-tarefa Lava Jato do Ministério Público Federal no Paraná, são cumpridos nesta quinta-feira, 21 de junho, nove mandados de busca e apreensão, um mandado de prisão preventiva e um mandado de prisão temporária. As medidas estão relacionadas com a investigação de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro que envolvem o ex-diretor da Petroquisa, Djalma Rodrigues de Souza, e seus familiares.

Com o aprofundamento das investigações decorrentes da 46ª da Lava Jato, deflagrada em outubro de 2017, foram encontrados indícios de envolvimento nos crimes praticados por Djalma Rodrigues de Souza, já denunciados pela força-tarefa em Curitiba nos autos nº 5017409-71.2018.4.04.7000, por parte de outros agentes, incluindo integrantes de sua família.

Documentos obtidos pelo Ministério Público Federal comprovaram que, para receber os R$ 17.700.000,00 remetidos pelo Grupo Odebrecht de modo dissimulado, foi utilizada conta bancária na Suíça, titularizada por empresa offshore controlada por filho do ex-funcionário público. Contra ambos foram expedidos mandados de prisão para cumprimento nesta manhã.

Chamaram a atenção das autoridades responsáveis pelas investigações, ainda, as movimentações financeiras e os rendimentos declarados por Djalma Rodrigues perante a Receita Federal do Brasil, incompatíveis com seus recebimentos regulares junto à Petrobras.

Ao longo das investigações, também foram encontrados indícios de que Djalma Rodrigues interferiu, de maneira imprópria, enquanto gerente da Petrobras, em favor de empresas administradas por seus familiares, a fim de que fossem beneficiadas em contratos públicos.

Assim, no intuito de angariar outras evidências para o aprofundamento das investigações, são cumpridos, além dos dois mandados de prisão, mandados de busca e apreensão em endereços de empresas ligadas à família de Djalma Rodrigues.

Envolvimento de familiares – Em diversas outras fases da Lava Jato também se identificou o envolvimento de parentes na lavagem do dinheiro oriundo da corrupção. Uma delas foi a 6ª fase, que aprofundou a investigação de parentes do ex-Diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.

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